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Atividades didáticas assíncronas: uma solução para a quarentena

Conheça uma estratégia didática simples para validar os dias letivos diante do lock-down causado pela pandemia do COVID-19.

Estamos vivendo uma época de incertezas sem precedentes. O lock-down, ou a quarentena causada pela pandemia do COVID-19, ameaça o ano letivo de muitas instituições de ensino.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases Brasileira, 200 é o mínimo de dias letivos. Muitas instituições estão tentando criar estratégias digitais para validar dias letivos, mesmo com os alunos em casa.

O problema é que poucas escolas do Ensino Básico possuem permissão para atuar como EAD (educação a distância).

E qual é a solução?

Muitas escolas ou universidades estão vendendo como diferencial as videoaulas on-line, prometendo aos pais e alunos que não serão prejudicados.

Segundo o Prof. Paulo Tomazinho, Doutor em Educação, apostar em aulas por transmissão on-line pode não ser tão acessível.

“Ok, talvez essa estratégia até faça sentido para alguns em alguns momentos, mas não para todos a todo momento. Por uma razão muito simples: a infraestrutura de dados do Brasil é limitada. Muito grande, é verdade, mas limitada.”

Prof. Paulo Tomazinho

O primeiro ponto a ser considerado é que nem todas as pessoas possuem acesso à internet de qualidade. O segundo ponto é que, durante a quarentena, grande parte da população está em casa, consumindo muito mais banda de internet do que normalmente: alunos em casa (aulas on-line, Netflix, jogos on-line…) e pais também (home office, reuniões remotas…). Em algum momento, a internet vai falhar e deixar alunos e trabalhadores na mão.

Se a sua escola aposta 100% nas videoaulas ao vivo para validar o dia letivo, saiba que isso pode se tornar um problema se o lock-down se estender por muito tempo e a qualidade da internet piorar.

Além desse cenário básico, relacionado ao simples acesso à informação, outra dúvida surge: quão eficiente é transformar uma aula presencial de 50 minutos em uma transmissão de vídeo de 50 minutos?

“Uma aula presencial de 50 minutos, não deveria ser uma videoaula de 50 minutos, muito menos uma Live de 50 minutos.

Uma atividade didática de 50 minutos, deveria ser muito mais completa e rica que 50 minutos de transmissão de conteúdo.

Uma atividade didática de 50 minutos, deveria ser focada na aprendizagem dos alunos, e não somente no ensino pelo professor.”

Prof. Paulo Tomazinho

Diante desse cenário, é muito mais estratégico aplicar um plano com atividades didáticas assíncronas que validam os dias letivos.

Atividades Assíncronas VS Atividades Síncronas

Atividades assíncronas são aquelas nas quais existe uma flexibilidade de horário e organização.

Diferente das atividades síncronas, como uma transmissão de vídeo ao vivo, que exigem que todos estejam fazendo a mesma coisa, na mesma hora (assistindo a videoaula).

O problema das atividades síncronas é que elas acentuam o pico de utilização de internet, já agravado pela quarentena,

Por outro lado, as atividades assíncronas não precisam acontecer simultaneamente. Exemplos: links, mini vídeos gravados, apresentações, textos, livros e exercícios que podem ser feitos a qualquer hora do dia – inclusive em um momento mais propício para o acompanhamento dos pais.

“No meu ponto de vista – e você tem todo o direito de não concordar com ele – é que uma atividade didática deveria ter um momento de acolhimento dos alunos, um momento de nivelamento e transmissão da informação, um momento para o aluno praticar e se testar, e ainda se possível discutir com seus pares. E essa atividade didática deveria ser fechada, fornecendo feedback imediato ao alunos. E ainda, registrar tudo isso.

Prof. Paulo Tomazinho

Plano de Atividades Didáticas Assíncronas

O Plano tem a pretensão de ser o mais simples e efetivo possível no âmbito didático, administrativo e legal. Foram selecionadas tecnologias e ferramentas amplamente disponíveis e gratuitas, com objetivo de ser o mais inclusivo possível. eliminando o máximo de barreiras.

Elaborado por Paulo Tomazinho – Doutor em Educação
http://paulotomazinho.com.br
28 de Março de 2020

A estratégia didática assíncrona possui 3 pilares:

1º – Usar um canal de comunicação único entre escola e alunos (ou responsáveis)

Concentrar todas as comunicações num único canal de comunicação, simples, acessível e confiável é a melhor prática a ser feita nestes caso.

Sugestão: WhatsApp

2° – Utilizar vídeos gravados (e não ao vivo) para transmitir o conteúdo das aulas

Utilize alguma ferramenta para gravar vídeos e distribuí-los sem necessidade de transmissão ao vivo. O YouTube obviamente é a primeira plataforma que vem à cabeça. Mas para facilitar ainda mais a vida do professor, a Eduqz criou uma ferramenta gratuita para que o professor hospede seus vídeos gravados e a disponibilize em uma “sala de aula virtual”. Para saber mais, acesse o link: https://professor24h.eduqz-app.com.br

Sugestão: YouTube ou Eduqz

3° – Utilizar Google Formulário como Plataforma Didática

Ferramenta essencial para registrar e documentar as atividades dos alunos, o que será fundamental para validar o dia letivo – além de gerar relatórios sobre as atividades realizadas.

Sugestão: Google Forms

Se você acredita que esse plano faz sentido para sua instituição de ensino, acesse o site do Professor Paulo Tomazinho e veja o plano completo, com todos os detalhes.

Elaborado por Paulo Tomazinho – Doutor em Educação
http://paulotomazinho.com.br
28 de Março de 2020

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